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segunda-feira, 3 de junho de 2013
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
Adaptação à Creche
A adaptação à creche, nem sempre é fácil, pelo que
deverá ser um processo antecipado e progressivo de preparação entre os
pais, a criança, a educadora e auxiliares. Geralmente, os bebés têm mais
facilidade em se adaptar ao que é novo. Assim, quanto mais cedo a
criança entrar para a creche, mais fácil será a sua Adaptação.
Nos primeiros dias a criança, tal como os pais, pode sentir alguma dificuldade, o que pode provocar sintomas de mal-estar, tais como: falta de apetite, perturbações de sono e situações de angústia.
Para facilitar a adaptação das crianças à Creche existem diferentes Estratégias:
Nos primeiros dias a criança, tal como os pais, pode sentir alguma dificuldade, o que pode provocar sintomas de mal-estar, tais como: falta de apetite, perturbações de sono e situações de angústia.
Para facilitar a adaptação das crianças à Creche existem diferentes Estratégias:
- Por norma, aconselha-se os pais que nos primeiros dias a criança fiquem poucas horas na creche, isto acontece porque a ansiedade dos pais é grande e reflecte-se nas crianças.
- Se a criança tem um Objecto de Transição (boneco, fralda de pano, etc.) é importante que este a acompanhe para a Creche pois são usados por si como um suporte na conquista da autonomia, uma vez que são uma espécie de substituto materno e permitem à criança organizar-se na ausência das figuras de referência.
Nesta fase inicial da vida de uma criança, principalmente quando vai para a creche, há sempre um adulto na sala com quem a criança irá criar laços afectivos mais fortes. Esta Vinculação vai dar/trazer à criança uma maior segurança, que vai fazer com que esta se sinta protegida e consiga então, transmitir aos pais que está bem, serena e tranquila sempre que vai para a creche. A criança vai criando novos ritmos e aprendendo a fazer da sala o seu espaço.
As
actividades e os objectos existentes neste espaço tornam possível a
adaptação da criança à creche que passa por um envolvimento dos pais, da
educadora e auxiliares, que devem proporcionar à criança um clima de segurança que lhe permitirá ultrapassar as dificuldades da adaptação.
A firmeza dos pais tem um papel extremamente importante nesta hora, pois há que explicar aos filhos com todo o carinho e amor que os vão buscar ao final do dia, porque apesar de gostarem muito deles têm de ir trabalhar. Neste período de ansiedade de separação e angústia a criança pode mostrar relutância em deixar a mãe, rabugenta e difícil de consolar, contudo este comportamento da criança acabara por desaparecer.
A firmeza dos pais tem um papel extremamente importante nesta hora, pois há que explicar aos filhos com todo o carinho e amor que os vão buscar ao final do dia, porque apesar de gostarem muito deles têm de ir trabalhar. Neste período de ansiedade de separação e angústia a criança pode mostrar relutância em deixar a mãe, rabugenta e difícil de consolar, contudo este comportamento da criança acabara por desaparecer.
Atitudes da Educadora:
- Criação de um clima de segurança afectiva individual e colectiva.
- Atenção individualizada, mas não exclusiva, sobretudo nos momentos quotidianos de: chegadas, despedidas, refeições; compreendendo como momentos de grande importância para a relação individual-afectiva com a criança (tratando de evitar a pressa, agonia, nervosismo, etc.).
- Conhecimento da criança através de: entrevista com ao pais, observação da criança e de suas reacções diante situações quotidianas da escola.
- Convite aos pais para entrarem na sala estando presentes sempre que possam, desta forma, sentir-se-ão mais confiantes pois podem observar e participar nas actividades e rotinas da sala.
- Reunir o máximo de informação sobre os hábitos do bebé.
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domingo, 11 de março de 2012
Workshop de Massagem para Bebés
A Escolinha O Trevo promoveu, nas suas instalações, um workshop de massagem para bebés, ministrado pela formadora e fisioterapeuta Céu Santos (ceupereirasantos@gmail.com).
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terça-feira, 22 de novembro de 2011
terça-feira, 20 de setembro de 2011
Como lidar com as birras...
Em alguns momentos, os pais de crianças de dois ou três anos de idade deparam-se novamente com situações que julgavam ultrapassadas. O desenvolvimento infantil não é linear. Crescer é um caminho longo e, por vezes, as crianças cortam por atalhos.
Estas regressões são consideradas, na sua maioria, normais. Fazem parte dos altos e baixos do processo de desenvolvimento infantil, embora devamos estar atentos às suas causas. Normalmente, são pedidos de atenção da criança, ou porque a mãe está pouco tempo com ela, ou porque, embora fisicamente presente, está pouco disponível emocionalmente. São também comuns quando nasce um irmão.
Há diversos comportamentos de regressão que podem surgir. Por exemplo, a criança voltar a acordar de noite, quando já dormia um só sono. Se a criança acorda assustada ou a chorar, é necessário consolá-la e aguardar algum tempo junto dela para a acalmar. No entanto, não deve permitir que a criança durma na cama dos pais. Deve também procurar dar-lhe mais atenção durante o dia e na hora de dormir, lendo-lhe uma história ou cantando-lhe uma canção. Um outro comportamento regressivo que pode surgir, diz respeito a só querer a mãe e ter dificuldade em separar-se dela. Provavelmente, deseja mais atenção da sua parte, sobretudo no momento da despedida. Pode brincar um pouco com ela antes de a deixar, trocando algumas palavras com a educadora e mostrando-lhe que irá regressar.
Mudança de linguagem
Outras vezes, a criança deixa de chamar as coisas pelos nomes, voltando a apontar quando quer algo. Esta é uma forma de comunicação utilizada quando ainda não há linguagem e quando as crianças não sabem como pedir ou chamar a atenção para alguma coisa.
Se já estava ultrapassada, e a criança volta a utilizá-la, provavelmente percebeu que eles ficam intrigados com esse comportamento e que lhe dão maior atenção. Se a criança já sabe a palavra correspondente, deve pedir-lhe que a use, mas sem exigir que a pronuncie na perfeição. Se é uma palavra que ainda não conhece, deve ensiná-la com calma e paciência. A criança pode ainda pedir de volta a chucha, o biberão ou a fralda que já tinha deixado, ou mesmo voltar a fazer chichi na cama. Estes comportamentos só são preocupantes quando se prolongam no tempo. Se forem comportamentos esporádicos, não deve recriminá-la, mostrando-se compreensiva e desdramatizando a situação, referindo, por exemplo, que também lhe aconteceu quando era da sua idade.
As típicas birram
Uma outra característica desta idade são as birras. Para se saber lidar com essas situações, há que compreender o que existe por detrás delas. Por volta dos dois / três anos, as crianças apercebem-se de que podem ter opiniões e desejos próprios, começando a manifestar a sua vontade e a querer tomar decisões. É um período de afirmação, em que lhes interessa o aqui e o agora, bem como a satisfação imediata dos seus desejos. Inevitavelmente, estes chocam muitas vezes com as restrições impostas pelos pais.
Deve procurar antecipar os seus pedidos, avisando previamente a criança. Por exemplo, se faz uma birra cada vez que vai ao supermercado, deve colocar os limites antes de sair de casa, procurando chegar a um acordo, como: “Vamos comprar pão, mas nada de bolos. Depois do jantar podes comer um rebuçado”. No entanto, nunca deve utilizar a chantagem para evitar ou controlar uma birra. Quando prevê uma birra, deve tentar afastá-la do local do conflito (como os corredores das guloseimas ou dos brinquedos, no supermercado).
Ceder de vez em quando…
Se, mesmo assim, não conseguir evitar a birra, pode optar por ceder, tentar distraí-la ou esperar que passe. Se o pedido for aceitável, pode ceder, mas sempre estabelecendo condições: “Dou-te o bolo mas só se te acalmares e pedires sem gritar” ou “Dou-te o bolo mas hoje não me pedes mais nada”. Ceder de vez em quando não interfere na autoridade dos pais. No entanto, não se deve consentir por já não se aguentar a birra, mas sim porque o pedido não é assim tão descabido. Se a cedência for por cansaço, a criança vai aprender que com as birras consegue sempre o que quer, e elas irão acentuar-se. A distracção também pode funcionar. Pode lembrar-lhe algo agradável que tenha acontecido ou falar-lhe de algo bom que irá acontecer em breve. Ignorar a birra só é possível em alguns contextos, se não estiver a incomodar outras pessoas. Se se mantiver tranquila e ignorar a birra, repetindo de vez em quando que já lhe explicou o porquê do “não”, ela acabará por acalmar. O seu controlo ajudá-la-á a recuperar o seu próprio controlo. Embora seja difícil fazer uma criança desta idade entender o motivo de uma recusa, é bom transmitir-lhe o porquê das coisas, não dando apenas uma ordem ou dizendo “não”. Se estiver num lugar público, o melhor será abandoná-lo, pelo menos enquanto a criança não se acalmar. Não se sinta culpada por lhe negar um pedido.
Não deixe de lhes dar atenção!
Depois de ser contrariada, a criança precisa de algumas palavras de conforto. Para ela é muito importante saber que, apesar de não gostar das suas birras, não deixou de a amar. Os pais devem estar conscientes de que as crianças não têm esses comportamentos para os aborrecer, mas sim porque faz parte da sua conquista de autonomia. Valorize os actos positivos da criança, para que ela aprenda que as suas boas maneiras são reconhecidas e que consegue maior atenção dessa forma. Com a idade, a criança interiorizará os limites que lhe for colocando e as birras diminuirão de intensidade e frequência.
Se a criança acorda assustada ou a chorar, é necessário consolá-la e aguardar algum tempo junto dela para a acalmar
Por volta dos dois / três anos, as crianças apercebem-se de que podem ter opiniões e desejos próprios, começando a manifestar a sua vontade e a querer tomar decisões
Nunca deve utilizar a chantagem para evitar ou controlar uma birra
Se a cedência for por cansaço, a criança vai aprender que com as birras consegue sempre o que quer, e elas irão acentuar-se
Com a idade, a criança interiorizará os limites que lhe for colocando e as birras diminuirão de intensidade e frequência
Informação retirada do Sapo Família – Bebé
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terça-feira, 12 de julho de 2011
Quem precisa (mesmo) da chupeta?
Artigo retirado da Revistas PAIS E FILHOS
Os bebés não gostam da chucha. É difícil de acreditar que um bebé nasça a gostar de ter na boca um objecto de borracha, frio e pouco maleável.
No mundo perfeito dos bebés a mama da mãe estaria sempre disponível e os bebés seriam felizes a dobrar: teriam comida ‘a la carte’ e afecto à discrição. Mas, no mundo ideal dos adultos, as mães não podem ser apenas uma mama gigante. Resta aos recém-nascidos contentarem-se com uma imitação.
O reflexo da sucção é algo inato e muitos bebés já chucham no dedo dentro na barriga da mãe. Cá fora, basta tocar-lhes na boca ou na bochecha para que, imediatamente, se transformem em ‘peixinhos dentro de água’, abrindo e fechando a boca em movimentos contínuos. À falta de melhor, os recém-nascidos começam a levar os dedos à boca, uma acção que, de início, pode revelar-se complicada para quem mal controla os movimentos das mãos. Por isso, a maior parte dos bebés aceita de bom grado quando os pais lhe oferecem a chupeta. Finalmente têm algo para satisfazer o seu reflexo instintivo. Os pais respiram de alívio porque, finalmente, vêem o seu filho quieto e calado.
Outros bebés, mais determinados, recusam a chucha enquanto podem. Mas os pais, também obstinados, experimentam todas as formas e feitios até acabarem por convencer os seus filhos de que precisam mesmo da chupeta. Isso mesmo testemunha Elisabete Santos, enfermeira especialista em saúde materna e formadora em aleitamento materno no Hospital Garcia de Orta. «A primeira vez que se dá uma chupeta ao bebé, ele cospe-a imediatamente, porque é algo que não lhe pertence. Mas os pais insistem e acaba por vencer o mais forte.»
HOSPITAIS LIVRES DE CHUCHAS
Na maternidade do Garcia de Orta, tal como em todos os Hospitais Amigos dos Bebés, não entram chuchas. Esta é uma das medidas indicadas pela OMS/UNICEF para que se considere que um hospital tem uma prática de protecção do aleitamento materno. Segundo vários estudos, os bebés que começam a usar chupeta logo à nascença têm tendência para mamar menos. Isto acontece porque a chupeta e a mama exigem modos de sucção diferentes. Assim, se um bebé se habitua a chuchar na chupeta pode atrapalhar-se quando tem a mama na boca e, por isso, não conseguir retirar o leite. Por outro lado, um bebé que está sempre com a chupeta na boca está tão entretido que pede mama menos vezes.
Apesar de no Garcia de Orta não existirem chupetas, muitos pais chegam à maternidade apetrechados com vários modelos. «Se os pais trouxerem uma chupeta, dizemos-lhes os possíveis efeitos da sua introdução precoce. Mas não proibimos. Ensinamos, aconselhamos e orientamos. Os pais, depois, tomam as suas decisões», conta Elisabete Santos, explicando que a maior parte dos pais entende e aceita o conselho dos enfermeiros. Pelo menos enquanto estão na maternidade. Em casa, não haverá pai ou mãe que resista à tentação de oferecer uma chucha ao bebé, na esperança de o sossegar. «A chupeta tranquiliza o bebé e, por isso, serve de tranquilizante para os pais. Numa fase de iniciação é a forma mais fácil de acalmar o bebé. Mas deve ser utilizada como último recurso», afirma. No Garcia de Orta, os enfermeiros ensinam os pais a interpretar os diferentes tipos de choro do bebé – fome, colo, frio ou calor, etc. – e a agir conforme a situação. A chucha, obviamente, não está indicada para resolver nenhum tipo de choro.
«A chupeta deve ser reservada para o vértice da pirâmide», escreve o pediatra Mário Cordeiro n ‘«O Grande Livro do Bebé» (A Esfera dos Livros). «Se um bebé chora porque lhe falta alguma coisa é errado tentar adiar ou colmatar a resolução do problema através da chupeta. Só servirá para fazer do bebé uma pessoa frustrada e derrotista», critica, provocando os pais que insistem no consolo de borracha: «Idealmente as chuchas deveriam ter em conta o interesse e o bem-estar dos bebés e não as conveniências dos pais. Se calhar quem deveria até ter uma chupeta eram os pais!»
CHUCHA OU DEDO, A ETERNA QUESTÃO
Apesar de não ser contra a chupeta, Berry Brazelton, guru da pediatria, prefere a solução «chuchar no dedo», por ser mais prática, tanto para os pais como para o bebé. «Alguns bebés precisam mesmo da chucha para sossegar. São crianças que não conseguem ou não gostam de chuchar no dedo. Mas isso seria preferível, já que o dedo está sempre a jeito! Muitos bebés necessitam de algo que os ajude a relaxar. Quando conseguem esse auto-conforto, tornam-se mais fáceis de criar», escreve n’«O Grande Livro da Criança» (Editorial Presença). Esta alternativa, segundo o pediatra, acaba também por facilitar a vida aos pais, já que não têm de estar sempre com a preocupação de colocar a chupeta na boca do bebé (principalmente durante a noite), uma vez que ele aprende a auto-consolar-se. «O polegar está sempre disponível», sublinha.
Opinião diferente tem Rosa Gouveia, presidente da secção de Pediatria do Desenvolvimento da Sociedade Portuguesa de Pediatria: «Quando os bebés não têm chupeta, chucham no dedo, o que é prejudicial para o desenvolvimento dos seus maxilares, levando a uma má oclusão dentária. Para além disso, é mais fácil usar a chucha só para dormir e, mais tarde, deixar a chucha, do que deixar o dedo».
Num ponto todos os especialistas parecem estar de acordo: bebés constantemente de chupeta na boca, à semelhança da Maggie Simpson, só devem mesmo existir em desenhos-animados. «As chuchas destinam-se aos períodos em que o bebé tem necessidade de chuchar e não para servir como “rolha” para abafar o barulho do choro. Portanto, quando o bebé está bem, calmo e tranquilo, não se deve dar a chupeta ou, se ele a tiver na boca dever-se-á retirá-la. A chupeta deve ser, realmente, o último recurso», afirma Mário Cordeiro.
Para Rosa Gouveia, a chupeta pode ser útil para o bebé «dormir e adquirir autonomia relativamente ao sono e em situações de irritabilidade». No entanto, a pediatra lembra que, «embora tenha vantagem para o bebé, pelo papel calmante de sucção, a chupeta não substitui o papel dos pais».
Mais crítica ainda, Elisabete Santos põe em causa a utilidade de algo que é «contra-natura» para o bebé. «Será mesmo que precisam da chucha?», questiona. E quando os pais lhe fazem a mesma pergunta, a resposta, em jeito de brincadeira, já está estudada: «Se os bebés precisassem mesmo de chucha, já nasciam com ela.» .
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terça-feira, 21 de junho de 2011
Perceber as mordidas...
Porque é que as crianças se mordem umas às outras e por vezes a si mesmas? Agressividade? Violência? Stress? Sentimento de abandono?
Uma coisa muito comum nas Creches – mas que costuma provocar muita preocupação nos pais – são as mordidelas. Principalmente no período de adaptação, em que, além da maioria das crianças estar a viver a sua primeira experiência social extra-familiar, os grupos estão em fase de formação, de “primeiras impressões”, ou em situações de entrada de crianças novas para a sala, as mordidas quase sempre fazem parte da rotina diária das crianças. Não é fácil lidar com esta situação, tanto para os pais (é muito doloroso receber o filho com marcas de mordida!) , quanto para nós, Educadores (que nos sentimos impotentes, na maioria das vezes, sem conseguir impedir que elas aconteçam).
As crianças pequenas geralmente mordem para conhecer. Para elas, tudo o que as cerca é objecto de interesse e alvo de curiosidade, inclusive as sensações. O conceito de dor, por exemplo, é algo que vai sendo construído a partir das suas vivências pessoais e principalmente sociais, e não é algo dado á priori.
Mordendo o outro, a criança experimenta e investiga elementos físicos, como a sua textura (as pessoas são duras? São moles? Rasgam? Partem?), a sua consistência, o seu gosto, o seu cheiro; elementos “sexuais” (no sentido mais amplo da palavra), na medida em que morder proporciona alívio para as suas necessidades orais (nelas, a libido está basicamente colocada na boca) e ainda investiga elementos de ordem social, isto é, que efeitos esta acção provoca no meio (o choro, o medo ou qualquer outra reacção do amiguinho, a reprovação do Educador, etc).
É claro que, vencida esta primeira etapa de investigação, algumas crianças podem persistir em morder, seja para confirmar as suas descobertas ou para “testar” o meio ambiente (disputa de poder, questionamentos de autoridade, etc). Ou ainda, pode ser uma tentativa de defesa: ela facilmente descobre que morder é uma atitude drástica. Raramente a mordida é um acto de agressividade, e muito menos de violência, a não ser que estejam a viver alguma situação de intenso stress emocional em que todos os demais recursos estejam esgotados.
Artigo da Psicopedagoga Claudia Sousa
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terça-feira, 15 de março de 2011
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Brancos, castanhos e com uma bolinha preta
Por:João Miguel Tavares, Jornalista (jmtavares@cmjornal.pt)
Ilustração de José Carlos Fernandes
«O Tomás anunciou que tinha uma nova namorada. "Chama-se Francisca." Como há uma dúzia de raparigas na turma do Tomás, nem eu nem a minha excelentíssima esposa estávamos a ver lá muito bem quem era a Francisca. "Ela tem os olhos azuis?", perguntou a Teresa, tentando juntar o nome a uma cara. "Não", respondeu o Tomás. "Ela tem os olhos brancos, castanhos e com uma bolinha preta."
É uma daquelas respostas maravilhosas que despertam sorrisos e orgulham os fornecedores do património genético da criancinha. "Estamos a criar um Cyrano de Bergerac", pensei. Um Cyrano esperto, perspicaz e romântico, como convém. E sem o nariz grande. Para o Tomás, os olhos da Francisca não são azuis nem castanhos. São castanhos e brancos e com uma bolinha preta. E é verdade, são isso mesmo, e só uma criança de quatro anos e meio consegue ainda olhar para os olhos de alguém e ver aquilo que realmente lá está.
Ser pai não é a alegria celeste que tantas vezes se quer vender. Os filhos roubam-nos as noites, trituram-nos a paciência e testam diariamente os alicerces de um casamento. Não há progenitor que não se tenha questionado pelo menos uma vez de como seria a sua vida se a cegonha tivesse ficado retida em Paris. Mas depois há momentos como este, que felizmente se vão acumulando à medida que eles ficam mais inteligentes e articulados, em que um pai tem o privilégio de voltar a descobrir o mundo pela mão dos seus filhos.
Voltar a descobrir o que é um olho e como nós, os adultos, nos esquecemos de dois terços das suas cores. Voltar a descobrir o que é uma nota de dez euros – "uma folhinha de papel cor-de-rosa", como lhe chamou um dia a Carolina. Voltar a descobrir as formas que as árvores têm, como quando um deles perguntou, durante uma viagem de carro: "Papá, por que é que as árvores têm buraquinhos?", referindo-se à luz que atravessava a folhagem.
Isso é, de facto, um privilégio. Um privilégio que recentra as nossas atenções e nos traz de volta ao essencial. Pela mão dos nossos filhos, regressamos a uma espécie de origem do mundo, quando o olhar e a linguagem possuem ainda uma frescura que os anos vão erodindo. Dizem-nos muitas vezes que é preciso ver para além do óbvio. No entanto, por causa da cor dos olhos da Francisca, o Tomás ensinou-me que nem o óbvio muitas vezes conseguimos ver.»
retirado de http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/outros/domingo/brancos-castanhos-e-com-uma-bolinha-preta
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domingo, 24 de outubro de 2010
A criança de 4 anos de idade

A criança de 4 anos tem um espírito vigoroso. Tende a sair das marcas, quer com os músculos, quer com a mente e é assim que se desenvolve, avançando por jactos de imaginação e movimento.
Ser-lhe-á difícil, ainda durante algum tempo, preocupar-se muito com os sentimentos alheios. Não é tão sensível a elogios como era aos 3 anos e como voltará a ser aos 5. Em vez disso, elogia-se a si própria com as suas gabarolices. Tem fraca apreciação dos desapontamentos e das emoções alheias. Interessa-se com grande curiosidade pela morte, mas tem escasso entendimento do seu significado. É persuasiva porque as suas palavras transcendem muitas vezes os seus conhecimentos.
Possui elevada energia motora. Consegue agora, ao mesmo tempo, falar e comer.
A criança de 4 anos domina melhor todo o seu equipamento motor, incluindo a voz. Embora lhe agrade uma actividade motora violenta, também é capaz de se deixar ficar sentada bastante tempo a executar tarefas manuais que lhe interessam.
A criança de 4 anos é muito faladora. Gosta de utilizar palavras, de experimentá-las e de brincar com elas. Gosta de palavras novas e diferentes. Também gosta de experimentar palavras tolas para descrever coisas concretas. O fluxo das suas perguntas atinge o máximo. Uma criança de 4 anos inteligente e loquaz tem tendência a não largar um tema antes de esgotá-lo e a exaurir todas as possibilidades verbais. Naturalmente que a sua sintaxe tropeça com frequência.
A explicação da psicologia da criança de 4 anos reside na intensa energia conjugada com uma organização mental de grande fluidez. A sua imaginação está em quase perpétuo movimento. Ela é loquaz porque a sua imaginação é variada, e também porque ela pretende exprimir as suas experiências numa fraseologia mais flexível e mais amadurecida. Tem tendência a repetir frases feitas, da cultura linguística em que vive. A sua utilização dos números é mais experimental do que crítica, porque está a ensaiar as palavras. Mas, às vezes, relata com fidelidade absoluta o que aconteceu em casa.
Está numa fase “desenvolvente”, em particular no que respeita às relações interpessoais e comunicação social. É um período de aquisição e de rápida aculturação. Não é de estranhar que tenda a sair das marcas, especialmente no domínio da linguagem, mas o que ela essencialmente está é a esforçar-se (através dos impulsos do desenvolvimento) por se identificar com a cultura e compreender as suas complexidades. Os seus alicerces são mais firmes do que aparentam ser.
As festas de aniversário são os temas de conversa favoritos. Na vida de grupo das crianças de 4 anos, surgem fragmentos e vestígios de uma sociedade tribal. Organizam-se em grupos de três e quatro, dão ordens e criam tabus. Erguem-se barreiras sólidas e expulsam-se os intrusos. Numa perspectiva desenvolvimentista, este comportamento negativo tem um significado decididamente positivo. O sentimento de pertencer a um grupo é um passo para a compreensão da natureza dum grupo social. A mãe é o tribunal de última instância e a sua autoridade é invocada com frequência “a mamã disse para eu fazer assim”.
Os padrões sociais equilibram-se e definem-se parcialmente por uma conduta anti-social. A criança de 4 anos gosta de chamar nomes às pessoas, torna-se provocadora. A criança está a sentir as suas forças e a experimentá-las. Na lógica paradoxal do desenvolvimento, os extremos tocam-se.
A criança desta idade experimenta um prazer significativo em ouvir explicações. E também gosta de fazer caretas. É outro processo de se identificar com os adultos e de aperfeiçoar a sua habilidade de leitura das expressões faciais. Está efectivamente a ler, a falar e a agir no interior das complexidades da sua cultura.
(Arnold Gesell, A criança dos 0 aos 5 anos)
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sábado, 11 de setembro de 2010
Apenas brincando
«Quando eu estiver a construir um edifício de blocos,
por favor não digas que eu "estou apenas brincando".
Já que, entende, eu estou a aprender enquanto brinco sobre equilíbrio e forma.
Algum dia eu posso ser um arquitecto.
Quando eu estiver bem vestido, a pôr a mesa, a cuidar do bebé, não tenhas a ideia de que eu "estou apenas brincando".
Já que, entende, eu estou a aprender enquanto brinco.
Algum dia eu posso ser uma mãe ou um pai.
Quando me vires pintado até aos cotovelos, a construir uma moldura, ou a moldar e a dar forma à argila, por favor não me deixes ouvir-te dizer que eu "estou apenas brincando".
Já que, entende, eu estou a aprender enquanto brinco.
Eu estou a expressar-me e a ser criativo.
Algum dia eu posso ser um artista ou um inventor.
Quando me vires sentado numa cadeira a "ler" para uma audiência imaginária, por favor não rias e não penses que eu "estou apenas brincando".
Já que, entende, eu estou a aprender enquanto brinco.
Algum dia eu posso ser um professor.
Quando me vires a apanhar insectos ou a guardar as coisas que encontro no bolso, não os deites fora como se eu "estivesse apenas brincando".
Já que, entende, eu estou a aprender enquanto brinco.
Algum dia eu posso ser um cientista.
Quando me vires a fazer um puzzle, por favor, não penses que estou a desperdiçar tempo "brincando".
Já que, entende, eu estou a aprender enquanto brinco.
Estou a aprender a concentrar-me e a resolver problemas.
Algum dia eu posso ser um empresário ou um engenheiro.
Quando me a vires cozinhar ou provar comidas, por favor não penses que estou "só a brincar".
Já que, entende, eu estou a aprender enquanto brinco.
Eu estou a aprender sobre os sentidos e as diferenças.
Algum dia eu posso ser um "chefe" cozinheiro.
Quando me vires a saltar, pular, correr e mover o meu corpo, por favor não digas que eu "estou apenas brincando".
Já que, entende, eu estou a aprender enquanto brinco.
Eu estou a aprender a conhecer melhor o meu corpo.
Algum dia eu posso ser um médico, uma enfermeira ou um atleta.
Quando me perguntares o que fiz na escola hoje, e eu responder: "eu brinquei".
Por favor não me entendas mal.
Já que, entende, eu estou a aprender enquanto brinco.
Eu estou a aprender a apreciar e ser bem sucedido no trabalho.
Eu estou a preparar-me para o amanhã.
Hoje, eu sou uma criança e meu trabalho é brincar.»
Anita Wadley
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sábado, 28 de agosto de 2010
Só para Pais!

1. "Proibido insultar o jardim-de-infância chamando-lhe "escolinha" (ou "infantário"). Em primeiro lugar, porque é uma escola. Em segundo, porque todas as escolas ganhavam se ligassem Brincar com Aprender.
2. Proibido que os pais imaginem que o jardim-de-infância serve para aprender a ler e contar. Ele é útil para aprender a descobrir os sentimentos. Para aprender a imaginar e a fantasiar. Para aprender com o corpo, com a música e com a pintura. E para brincar. Uma criança que não brinque deve preocupar mais os pais do que se ela fizer uma ou outra birra, pela manhã ao chegar.
3. O jardim-de-infância assusta as crianças sempre que os pais - como quem sossega nelas os medos deles por mais um dia de jardim-de-infância - lhes repetem: "Hoje vai correr tudo bem!"
4. Os pais estão proibidos de despedir-se muitas vezes das crianças, ao chegarem todos os dias. E é bom que se decidam: ou ficam contentes por elas correrem para os amigos ou ficam contentes por elas se agarrarem ao pescoço deles, com se estivessem prestes a ser abandonadas para sempre.
5. Proibido que as crianças vão dia-sim dia-não ao jardim-de-infância. E que vão, simplesmente, quando os seus caprichos infantis vão de férias. E que não vão " só porque sim". O jardim-de-infância não é um trabalho para os mais pequenos. É uma bela oportunidade para os pais não se esquecerem que se pode amar o conhecimento, namorar com a vida, nunca ser feliz sozinho e brincar, ao mesmo tempo.
6. No jardim-de-infância não é obrigatório comer até à última colher; nem dormir todos os dias. E não é nada mau que uma criança se baralhe e chame mãe à educadora (ou vice-versa).
7. Os pais estão obrigados a estar a horas quando se trata duma criança regressar a casa. Prometer e faltar devia dar direito a que os pais fossem sujeitos classificados como tendo necessidades educativas especiais.
8. Os pais não podem exigir aos filhos relatórios de cada dia de jardim-de-infância. Mas estão autorizados a ficar preocupados se as crianças forem ficando mais resmungonas, mais tristonhas ou, até, mais aflitas, sempre que regressam de lá. E estão, ainda, autorizados a proibir que o jardim-de-infância só se abra para eles durante as festas.
9. O jardim-de-infância é uma escola de pais. E um lugar onde os educadores são educados pelas crianças. Um lugar onde todos se educam uns aos outros não é uma escola como as outras. É um jardim-de-infância.
10. Um dia, num mundo mais amigo das crianças, todas as escolas serão jardins-de-infância!"
Por Eduardo Sá, psicólogo clínico, psicanalista e professor de psicologia clínica.
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domingo, 11 de julho de 2010
Coitadinha da Criancinha
Por João Miguel Tavares, jornalista (jmtavares@cmjornal.pt) in http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/outros/domingo/coitadinha-da-criancinhal
(ilustração de José Carlos Fernandes)A infantilização das crianças é o novo vírus que afecta pais, avós, tios, vizinhos, professores e quase toda a gente que contacta com miúdos no dia-a-dia. Há meio século, mandavam-se crianças de seis anos cavar batatas para o campo. Actualmente, deposita-se a batatinha na boquinha da criança e pede-se encarecidamente se não seria muito incómodo para ela mover o maxilar inferior para cima e para baixo de forma a mastigar o que tem na boca. Assim de repente, entre uma coisa e outra é capaz de haver um meio-termo. Digo eu.
Esta galinhice assolapada é completamente contraproducente, porque a única coisa que faz é produzir crianças irresponsáveis e temerosas da sua própria sombra. Daniel Sampaio explicava há uns tempos numa entrevista que vivemos num mundo onde um jovem passa directamente de estar proibido de ir sozinho à mercearia da sua rua para estar autorizado a sair à noite até às três da manhã. Enfiam-se os miúdos numa campânula durante 14 anos, até que um dia os progenitores decidem que está na hora de abrir a porta e eles caem de pára-quedas no mundo. Isso não pode ser bom.
Alguém se anda a esquecer da importância de cultivar a exigência e o sentido de responsabilidade. De tanto ouvirem falar de raptos, pedofilia, acidentes e todo um vasto catálogo de tragédias, os adultos passaram a olhar para o mundo como uma ameaça ao bem-estar dos seus filhos. Tudo é perigoso. Tudo é assustador. A criancinha não se pode afastar dois metros na rua por causa da Maddie, não pode trepar a uma árvore por causa da gravidade, não pode ser repreendida em público porque ainda acaba traumatizada, não pode espirrar porque é um princípio de pneumonia. Não há pachorra.
As pessoas esquecem-se que uma criança de seis anos está mais próxima de vir a ser um adulto do que de voltar a ser bebé. Se os pais se atrevessem um pouco mais, perceberiam que é muito recompensador falar com os miúdos respeitando a sua inteligência e estimulando-os a ir além daquilo que já são capazes de fazer, em vez de estar permanentemente a travar todos os gestos que nos parecem arriscados. Como é que podemos esperar que os nossos filhos cresçam confiantes se a cada passo insistimos em almofadar o pavimento? Dir-me-ão que por vezes pode correr mal. Pois pode. Mas é preferível um joelho aberto de vez em quando do que um "tem cuidado" a toda a hora.
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quarta-feira, 16 de junho de 2010
A fórmula para criar o filho perfeito
Por: João Miguel Tavares, Jornalista (jmtavares@cmjornal.pt), in http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/outros/domingo/a-formula-para-criar-o-filho-perfeito
(ilustração de José Carlos Fernandes)
Quando a chucha do meu primeiro filho caía ao chão, eu agarrava nela e ia esterilizá-la. Quando a chucha do meu segundo filho caía ao chão, eu agarrava nela e ia passá-la por água. Quando a chucha do meu terceiro filho cai ao chão, eu agarro nela e volto a meter-lha na boca. Os anos de experiência como pai tornam-nos mais relaxados, e essa despreocupação é uma bênção. O embate com o primeiro filho é sempre ridículo: temos medo de o partir quando lhe pegamos ao colo, de o afogar quando lhe damos banho e de o deixar morrer à fome quando ele faz birras à mesa. Com os anos – felizmente – isso passa.
Mas as maravilhas daquilo a que se chama "experiência" acabam aí. O problema dos filhos é serem gente. E quando se é gente é-se esquisito, idiossincrático, individualista, teimoso, caprichoso, vaidoso, orgulhoso e muito dono do seu nariz. E é-se tudo isso desde a primeira golfada de ar até ao derradeiro suspiro. "Não há dois filhos iguais" é a mais feita das frases feitas – e a mais verdadeira das verdades. Com esta consequência chata: os filhos são tão diferentes entre si que não há forma de educar dois da mesma maneira.
Ora, como não há fórmulas, nem receitas, nem truques que resultem sempre, a "experiência" é um trunfo muito sobrevalorizado. Se eu tivesse estado seis anos e meio a exercer, sete dias por semana, 365 dias por ano, uma qualquer outra actividade que não a de ser pai, por esta altura de campeonato poderia ser considerado um "especialista". Mas como pai, sinto-me quase todos os dias um amador. Se há toque de Midas capaz de transformar um filho mais ou menos reguila numa criança exemplar, eu nunca o encontrei.
As estratégias que uso para estancar as birras da Carolina (recordista mundial de teimosia) nada têm a ver com as do Tomás (que é muito sensível), e muito menos com as do Gui (que só tem dois anos e é difícil de chantagear). Dar conselhos sobre como educar os filhos é mais ou menos o mesmo que dar conselhos sobre como "manter o amor vivo". Claro que há dicas básicas e orientações generalistas, mas quando se chega à prática nunca se sabe aquilo que funciona com os outros – pela simples razão que nós nem sequer sabemos muito bem o que funciona connosco. Vamos simplesmente apalpando caminho todos os dias, com os dedos cruzados, à espera de acertar.
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domingo, 16 de maio de 2010
A propósito da Transição para o 1º Ciclo, aconselhamos...
Colmatando uma necessidade sentida por pais e professores, finalmente a publicação de uma obra que esclarece a importância da família e da escola num processo educativo bem sucedido,indicando as principais formas de estimular as potencialidades de todos os agentes nele envolvidos.
Autores: Helena Águeda Marujo, Luís Miguel Neto e Maria de Fátima Perloio
Colecção: Ensinar a Aprender
Editora: Presença
Ano de Edição: 1998
Nº de páginas: 166
Idioma: Português
Preço: 9,98€ (preço FNAC)
Através da análise dos factores que envolvem a prática do optimismo e de todos os aspectos interiores ou exteriores que concorrem para a perturbar, os autores de «Educar para Optimismo» veiculam de uma forma clara e deculpabilizadora um conjunto de fórmulas educacionais capazes de promover a construção de uma vida feliz e positiva. Indispensável. Autores: Helena Águeda Marujo, Luís Miguel Neto e Maria de Fátima Perloio
Colecção: Ensinar a Aprender
Editora: Presença
Ano de Edição: 1998
Nº de páginas: 145
Idioma: Português
Preço: 9,98€ (preço FNAC)
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quinta-feira, 6 de maio de 2010
"Autoritarismo" nas crianças

Enfrente o autoritarismo dos seus filhos com determinação, pois só desta maneira estará a ajudá-los a crescer de uma forma saudável.
O autoritarismo é um estilo de educação parental em que as regras são impostas pelos pais de uma forma rígida, não havendo margem para qualquer negociação. Quando aqui é referido o autoritarismo das crianças, penso que o que está em questão é precisamente o facto de também elas quererem impor os seus desejos e reagirem negativamente quando são contrariadas. As birras são manifestações típicas das crianças quando são confrontadas com comportamentos de oposição por parte dos adultos.
Por volta dos oito meses, sobretudo se a criança já começou a gatinhar, tendo por isso mais autonomia, vai começar a testar os limites. Se os pais disserem 'não', a criança vai sentir-se ainda mais aliciada a repetir o comportamento que foi alvo de repressão. Esta atitude das crianças gera frequentemente sentimentos de frustração e de desânimo nos pais porque, por um lado, é abalada a imagem de inocência que estes tinham delas e, por outro, passam a ter de supportar a irritação dos filhos, o que não é uma tarefa agradável.
A grande questão que se coloca é perceber porque todas as crianças tentarem testar os pais. Na verdade, o que os mais pequenos procuram compreender com este comportamento é se os pais dirão sempre "não" ou se só dirão "não" em determinados contextos; se utilizarão o "não" apenas quando a criança está só ou se o farão quando esta estiver com alguém; se um "não" será sempre "não" ou se passará a "sim" ao fim de alguma insistência.
Apesar de impor limites ser uma tarefa por vezes desgastante e cansativa, já que exige repetição e paciência, é fundamental para promover a capacidade de autocontrolo da criança, na medida em que a ajuda a estabelecer os seus próprios limites. Se os pais estabelecerem limites firmes mas carinhosos desde os primeiros anos de vida, ajudarão também a criança a reconhecer os seus sentimentos e aquilo que lhes está subjacente, a ter a percepção dos sentimentos dos outros, a desenvolver um sentido de justiça e ainda a descobrir a alegria de dar e até de fazer sacrifício em prol do bem-estar dos outros.
Para que todo este processo seja simplificado, é fundamental que as regras sejam claras e consistentes e que se adaptem às capacidades e necessidades de cada criança. É também importante que ambos os pais estejam de acordo com as regras estabelecidas e que façam avaliações e revisões regulares dessas mesmas regras e expectativas, uma vez que, à medida que a criança cresce, será necessário ajustar algumas delas.
Segundo Selma Fraiberg, perita em desenvolvimento infantil, "uma criança sem disciplina é uma criança que não se sente amada". Por esta razão, enfrente o autoritarismo dos seus filhos com determinação, pois só desta maneira estará a ajudá-los a crescer de uma forma saudável.
Bibliografia:
"A criança e a disciplina. O método de Brazelton" T. Berry Brazelton e Joshua D. Sparrow. Editorial Presença.
crian
O autoritarismo é um estilo de educação parental em que as regras são impostas pelos pais de uma forma rígida, não havendo margem para qualquer negociação. Quando aqui é referido o autoritarismo das crianças, penso que o que está em questão é precisamente o facto de também elas quererem impor os seus desejos e reagirem negativamente quando são contrariadas. As birras são manifestações típicas das crianças quando são confrontadas com comportamentos de oposição por parte dos adultos.
Por volta dos oito meses, sobretudo se a criança já começou a gatinhar, tendo por isso mais autonomia, vai começar a testar os limites. Se os pais disserem 'não', a criança vai sentir-se ainda mais aliciada a repetir o comportamento que foi alvo de repressão. Esta atitude das crianças gera frequentemente sentimentos de frustração e de desânimo nos pais porque, por um lado, é abalada a imagem de inocência que estes tinham delas e, por outro, passam a ter de supportar a irritação dos filhos, o que não é uma tarefa agradável.
A grande questão que se coloca é perceber porque todas as crianças tentarem testar os pais. Na verdade, o que os mais pequenos procuram compreender com este comportamento é se os pais dirão sempre "não" ou se só dirão "não" em determinados contextos; se utilizarão o "não" apenas quando a criança está só ou se o farão quando esta estiver com alguém; se um "não" será sempre "não" ou se passará a "sim" ao fim de alguma insistência.
Apesar de impor limites ser uma tarefa por vezes desgastante e cansativa, já que exige repetição e paciência, é fundamental para promover a capacidade de autocontrolo da criança, na medida em que a ajuda a estabelecer os seus próprios limites. Se os pais estabelecerem limites firmes mas carinhosos desde os primeiros anos de vida, ajudarão também a criança a reconhecer os seus sentimentos e aquilo que lhes está subjacente, a ter a percepção dos sentimentos dos outros, a desenvolver um sentido de justiça e ainda a descobrir a alegria de dar e até de fazer sacrifício em prol do bem-estar dos outros.
Para que todo este processo seja simplificado, é fundamental que as regras sejam claras e consistentes e que se adaptem às capacidades e necessidades de cada criança. É também importante que ambos os pais estejam de acordo com as regras estabelecidas e que façam avaliações e revisões regulares dessas mesmas regras e expectativas, uma vez que, à medida que a criança cresce, será necessário ajustar algumas delas.
Segundo Selma Fraiberg, perita em desenvolvimento infantil, "uma criança sem disciplina é uma criança que não se sente amada". Por esta razão, enfrente o autoritarismo dos seus filhos com determinação, pois só desta maneira estará a ajudá-los a crescer de uma forma saudável.
Bibliografia:
"A criança e a disciplina. O método de Brazelton" T. Berry Brazelton e Joshua D. Sparrow. Editorial Presença.
crian
Publicado por Adriana Campos (mestre em psicologia escolar) em www.educare.pt
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sexta-feira, 30 de abril de 2010
Recadinho para os papás da Sala dos Cenourinhas!
Vamos deixar as fraldas!! No mês de Maio vamos iniciar o uso do bacio com mais frequência!
Como esta etapa que se avizinha por vezes é complicada será muito importante a colaboração entre a escola e a família!! Portanto deixo-vos com algumas dicas retiradas de um livro!
Muito importante: se tiverem dúvidas, não hesitem em falar connosco!!
Largar as fraldas é uma aventura que, regra geral, demora algum tempo e requer uma boa dose de paciência e de bom senso por parte dos adultos. Até aos 18 meses as crianças fazem as suas necessidades de forma automática, ou seja é um reflexo fisiológico. Só a partir daqui é que as crianças se tornam capazes de reconhecer que têm vontade de fazer chichi ou cocó (uma vez que só por volta desta idade os músculos dos esfíncteres estão suficientemente desenvolvidos), de o manifestar e de controlar a sua saída. Claro que isto varia de criança para criança.
Mas atenção tenha sempre presente que largar as fraldas não se faz de um dia para o outro, pois não é uma tarefa fácil para a criança e que ela vai precisar de toda a ajuda e compreensão. A criança precisa aprender a estar atenta a uma sensação física, coisa que até aqui não necessitava de fazer. Terá que ter consciência de que a distracção lhe trará sensações desagradáveis como estar suja ou molhada. Vai necessitar de aprender a reter os cocós e os chichis o tempo suficiente até chegar à sanita/bacio e de saber o que fazer quando a vontade lhe “bate à porta”.
Aqui ficam algumas “dicas” para ajudar o/a seu/sua filho/a nesta fase tão importante da sua vida, que não é nada mais, nada menos que um passo para a conquista da sua autonomia!
Converse com a criança! – Antes de retirar a fralda à criança converse com ela explicando-lhe o que se vai passar. Convém que a criança tenha já noção do que é o chichi e o cocó, pois sem conhecer os conceitos e os objectos, não vai resultar. Mostre-lhe que a mamã e o papá também usam cuecas, pois as crianças adoram imitar os adultos e sentem-se mais crescidas se fizerem as coisas que os adultos fazem. Ofereça-lhe cuecas com motivos divertidos, que sejam escolhidas pela criança, de forma a conseguir motivar ainda mais a criança.
O tempo que passa na sanita/bacio! – Quando se inicia todo este processo, é fundamental criar uma rotina, uma vez que estas oferecem estabilidade e segurança às crianças. Escolha determinados momentos do dia para sentar a criança na sanita/bacio. Durante este tempo, deixe-a brincar com um brinquedo ou ver um livro para que não se aborreça. Mesmo que a criança não faça nada, não a deixe estar mais de 15 min sentada, pois queremos que este tempo seja divertido e não maçador. Esteja preparado/a para umas pinturas diferentes na sua casa de banho, pois as crianças adoram explorar tudo com as mãos e estes presentes não são excepção…
Faça uma festa! – E um dia, finalmente, no fundo da sanita está um presente! Não se acanhe, é uma proeza fantástica, festeje: bata palmas, cubra-a de beijos e diga-lhe como está contente por ter feito chichi ou cocó na sanita/bacio. Isso faz com que a criança se sinta valorizada e queira repetir a proeza. Mas não se iluda, pois poderão haver passos para trás e não ser definitivo.
Seja coerente! – Deixar as fraldas não é só trabalho para as crianças, mas também para os pais que deixam de estar sossegados imaginando os chichis e cocós religiosamente guardados dentro da fralda, para passarem a estar preocupados sobre o sitio e a hora a que estes se vão lembrar de fugir pelas pernas abaixo dos filhos… Se quer que o seu filho deixe a fralda de vez não vale fazer batota e colocar-lhe fralda quando lhe dá mais jeito. Se não como é que a criança vai perceber o que se está a passar se uma vez lhe pedimos que faça na sanita e outras lhe voltamos a colocar uma fralda? Se mesmo que lhe tenha posto fraldas para sair ou porque a criança vai dormir e está de fralda, ela lhe pedir para fazer chichi ou cocó, não caia no erro de lhe dizer para fazer na fralda, apesar de mais cómodo, pois a criança não vai perceber porque tem de usar a sanita quando tem autorização para fazer na fralda. A nossa coerência só faz com que eles aprendam.
Porque os acidentes acontecem! – Durante o processo de controlo dos esfíncteres é quase certo que irão acontecer “acidentes”, ou seja, vários chichis e cocós vão fugir do controlo das crianças e estatelar-se na bonita carpete da sala, no chão da cozinha, no tapete do quarto, etc. Por isso nunca se esqueça que a criança está em fase de aprendizagem e que o que ela está a tentar conseguir não é tarefa fácil. Não sucumba à tentação de ralhar, punir ou humilhar a criança, porque isso só vai fazer com que ela se sinta desvalorizada ou incapaz.
Em harmonia com a escola! – Para que tudo corra da melhor forma, é ideal começar este processo em ambos os lados (escola e casa) de modo a que a criança sinta uma certa harmonia e perceba porque é que vai à sanita/bacio.
(Dicas retiradas do livro Matilde - Vasco, este é o bacio!!!)
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