Ano Letivo 2014 / 2015
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quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Guerra ao piolho

 

 «De facto, as crianças em idade escolar são o grupo mais afetado pelo Pediculus humanus capitis (vulgo piolho da cabeça). Estes parasitas, de cor castanho-acinzentado, medem cerca de 2,5 mm de comprimento. 

Como é possível que um ser tão pequeno seja capaz de causar semelhante "dor de cabeça" a pais e professores? E sobretudo uma comichão intensa no couro cabeludo das crianças?! De facto, as crianças em idade escolar são o grupo mais afetado pelo Pediculus humanus capitis (vulgo piolho da cabeça). Estes parasitas, de cor castanho-acinzentado, medem cerca de 2,5 mm de comprimento. Eles fixam os seus ovos aos fios de cabelo, perto do couro cabeludo, por uma substância pegajosa, assumindo a forma vulgarmente conhecida como lêndea.

O regresso às aulas, devido ao contacto mais próximo entre as crianças, é a altura do ano mais propícia ao contágio. Este é feito mais frequentemente por contacto interpessoal próximo (cabeça-a-cabeça), mas também é comum a transmissão através da partilha de chapéus, escovas e outros objetos pessoais de pessoas contaminadas. O simples ato de pendurar a roupa (infetada) junto de outra no bengaleiro da escola é o suficiente para fazer proliferar esta 'praga' num estabelecimento de ensino e mesmo dentro das próprias famílias. E se pensa que este "mal" nunca vai acontecer ao seu filho porque higiene é coisa que não falta lá em casa, está enganado!

A pediculose afeta tanto cabeças limpas como pouco limpas, crianças pobres ou crianças de classe média e alta, cabelos curtos ou compridos. O piolho necessita de uma superfície com cabelo para sobreviver, sendo, fora do hospedeiro, viável apenas durante 48 horas e a lêndea durante 10 dias. Apesar de o cabelo curto ser menos convidativo para estes parasitas, ele não é, por si só, uma proteção segura contra estes minúsculos insetos. Então, o que fazer?
 Em primeiro lugar, é essencial não ter vergonha de falar neste assunto e acima de tudo saber que piolhos não são sinónimo de falta de higiene. O melhor aliado dos piolhos é o silêncio que se faz à sua volta por, ainda hoje, ser considerado por muitos um assunto tabu. É muito importante avisar a escola se chegar à conclusão que o seu filho trouxe para casa uma série de novos "amiguinhos" pendurados no cabelo. Por outro lado, os responsáveis pelo estabelecimento de ensino têm obrigação de comunicar aos pais se verificarem o aparecimento de um surto de pediculose. Só assim é possível cortar o mal pela raiz e pôr em prática o tratamento adequado.

A comichão intensa e a irritação da pele da cabeça são os sinais clínicos mais preponderantes, que é mais evidente na região da nuca e atrás das orelhas. Infelizmente, quando a infestação é detetada, geralmente já dura há várias semanas.
Uma maneira simples de perceber há quanto tempo os parasitas estão no hospedeiro é medir a distância das lêndeas do couro cabeludo. Sabendo que o cabelo cresce em média 1 cm por mês, as lêndeas afastadas mais de 2 cm do escalpe indicam mais de dois meses de postura. É difícil encontrar um piolho vivo, visto que estes insetos se movem com muita rapidez. Por isso, o diagnóstico é feito mais vezes através da existência dos seus ovos (lêndeas), de cor branco-nacarado, com cerca de 0,8 mm e firmemente agarrados à haste do cabelo. Um problema que se põe é distinguir outras situações que podem simular a pediculose, como a caspa, a seborreia ou produtos para o cabelo de uso comum, como o vulgar gel. Estes distinguem-se das lêndeas porque são fáceis de remover com as pontas dos dedos.

O piolho alimenta-se de sangue e por isso começa por morder a pele da cabeça. Esta mordedura não causa dor por si só, mas quando está a sugar o sangue, este inseto expele saliva, a qual tem características alergizantes. Isto causa inflamação da pele da cabeça e uma intensa comichão. Ao coçar-se, o indivíduo faz com que as fezes do piolho entrem nas feridas, o que aumenta ainda mais a inflamação e a comichão. Este ciclo vicioso pode levar à infeção secundária por bactérias destas lesões, levando por vezes ao aparecimento de gânglios no pescoço. Muitas vezes, a criança passa a noite inteira a coçar-se, dorme mal e vai para a escola muito sonolenta. Claro está que com sono e muita comichão é difícil estar com a concentração adequada nas aulas. Por isso, há quem fale na relação causa-efeito da pediculose e baixo rendimento escolar.
Tratamento
No que diz respeito ao tratamento, existem vários inseticidas na forma de champôs ou cremes de lavagem que são bastante eficazes na eliminação de piolhos e lêndeas. Uma vez que o período de incubação dos ovos do piolho varia de 6 a 10 dias, após a primeira aplicação, esses medicamentos devem ser aplicados novamente dentro de uma ou duas semanas para atingir os parasitas que tenham aparecido entretanto.

A maioria das respostas insuficientes ao tratamento é devida à má técnica empregue ou à falta de repetição do tratamento em tempo útil. Existem, no entanto, evidências do aparecimento de resistências aos inseticidas. Como medida adjuvante, é importante usar uma solução de mistura de vinagre e água (deixar atuar durante meia hora) ao pentear os cabelos com um pente de dentes apertados. É que as lêndeas são muito difíceis de remover e o vinagre é usado para amolecer a substância que fixa firmemente as lêndeas aos fios de cabelos. Este procedimento deve ser repetido diariamente durante vários dias.

Mesmo quando já não parecer existirem mais piolhos, é prudente examinar o cabelo uma vez por semana. Os pais devem saber que a comichão pode durar semanas após um tratamento bem sucedido. É importante sublinhar este facto, pois tratamentos repetidos podem ocasionar uma dermatite de contacto. A maioria destes produtos é irritante para a pele que já de si está irritada e inflamada devido à ação da saliva e das fezes dos parasitas nas feridas.

As lêndeas são muito sensíveis ao calor e por isso as roupas de cama e de corpo devem ser lavadas com água bem quente e passadas a ferro a altas temperaturas. Chapéus, roupas e outros objetos que não possam ser tratados pelo calor, devem ser selados num saco de plástico durante quatro semanas; qualquer piolho que tenha eclodido durante este período morrerá de fome. O ambiente deve ser aspirado com aparelho a vácuo. Não é aconselhável o uso de inseticidas para o ambiente.

Todos os membros do agregado familiar devem ser tratados ao mesmo tempo para erradicar a infestação. Por vezes surgem dúvidas quanto à necessidade de tratar os animais domésticos. O tratamento é completamente desnecessário pois o piolho não se transmite aos animais.

Finalmente, põe-se a questão da proibição ou não de frequentar a escola durante a infestação. Em Portugal, cada estabelecimento de ensino dita as suas próprias regras, pois este é um assunto discutível. Se por um lado é importante afastar a criança dos outros alunos para evitar a transmissão contínua, por outro convém lembrar que quando se identifica o problema, a criança já tem piolhos há várias semanas. Mais uma vez se lembra que o facto de o seu filho ser afastado da escola por uns dias não significa que a família tenha falta de higiene; significa, simplesmente, que os responsáveis da escola pretendem minimizar o número de crianças infestadas.»

Gabriela Marques Pereira, interna complementar de Pediatria, em: http://www.educare.pt/educare/Opiniao.Artigo.aspx?contentid=1037623119303A1FE0440003BA2C8E70&opsel=2&channelid=0

domingo, 11 de março de 2012

Workshop de Massagem para Bebés

A Escolinha O Trevo promoveu, nas suas instalações, um workshop de massagem para bebés, ministrado pela formadora e fisioterapeuta Céu Santos (ceupereirasantos@gmail.com).

terça-feira, 22 de novembro de 2011

A chupeta


Vamos dar a chupeta ao Pai Natal?

terça-feira, 12 de julho de 2011

Quem precisa (mesmo) da chupeta?

Artigo retirado da Revistas PAIS E FILHOS




Os bebés não gostam da chucha. É difícil de acreditar que um bebé nasça a gostar de ter na boca um objecto de borracha, frio e pouco maleável.

No mundo perfeito dos bebés a mama da mãe estaria sempre disponível e os bebés seriam felizes a dobrar: teriam comida ‘a la carte’ e afecto à discrição. Mas, no mundo ideal dos adultos, as mães não podem ser apenas uma mama gigante. Resta aos recém-nascidos contentarem-se com uma imitação.

O reflexo da sucção é algo inato e muitos bebés já chucham no dedo dentro na barriga da mãe. Cá fora, basta tocar-lhes na boca ou na bochecha para que, imediatamente, se transformem em ‘peixinhos dentro de água’, abrindo e fechando a boca em movimentos contínuos. À falta de melhor, os recém-nascidos começam a levar os dedos à boca, uma acção que, de início, pode revelar-se complicada para quem mal controla os movimentos das mãos. Por isso, a maior parte dos bebés aceita de bom grado quando os pais lhe oferecem a chupeta. Finalmente têm algo para satisfazer o seu reflexo instintivo. Os pais respiram de alívio porque, finalmente, vêem o seu filho quieto e calado.

Outros bebés, mais determinados, recusam a chucha enquanto podem. Mas os pais, também obstinados, experimentam todas as formas e feitios até acabarem por convencer os seus filhos de que precisam mesmo da chupeta. Isso mesmo testemunha Elisabete Santos, enfermeira especialista em saúde materna e formadora em aleitamento materno no Hospital Garcia de Orta. «A primeira vez que se dá uma chupeta ao bebé, ele cospe-a imediatamente, porque é algo que não lhe pertence. Mas os pais insistem e acaba por vencer o mais forte.»

HOSPITAIS LIVRES DE CHUCHAS
Na maternidade do Garcia de Orta, tal como em todos os Hospitais Amigos dos Bebés, não entram chuchas. Esta é uma das medidas indicadas pela OMS/UNICEF para que se considere que um hospital tem uma prática de protecção do aleitamento materno. Segundo vários estudos, os bebés que começam a usar chupeta logo à nascença têm tendência para mamar menos. Isto acontece porque a chupeta e a mama exigem modos de sucção diferentes. Assim, se um bebé se habitua a chuchar na chupeta pode atrapalhar-se quando tem a mama na boca e, por isso, não conseguir retirar o leite. Por outro lado, um bebé que está sempre com a chupeta na boca está tão entretido que pede mama menos vezes.

Apesar de no Garcia de Orta não existirem chupetas, muitos pais chegam à maternidade apetrechados com vários modelos. «Se os pais trouxerem uma chupeta, dizemos-lhes os possíveis efeitos da sua introdução precoce. Mas não proibimos. Ensinamos, aconselhamos e orientamos. Os pais, depois, tomam as suas decisões», conta Elisabete Santos, explicando que a maior parte dos pais entende e aceita o conselho dos enfermeiros. Pelo menos enquanto estão na maternidade. Em casa, não haverá pai ou mãe que resista à tentação de oferecer uma chucha ao bebé, na esperança de o sossegar. «A chupeta tranquiliza o bebé e, por isso, serve de tranquilizante para os pais. Numa fase de iniciação é a forma mais fácil de acalmar o bebé. Mas deve ser utilizada como último recurso», afirma. No Garcia de Orta, os enfermeiros ensinam os pais a interpretar os diferentes tipos de choro do bebé – fome, colo, frio ou calor, etc. – e a agir conforme a situação. A chucha, obviamente, não está indicada para resolver nenhum tipo de choro.

«A chupeta deve ser reservada para o vértice da pirâmide», escreve o pediatra Mário Cordeiro n ‘«O Grande Livro do Bebé» (A Esfera dos Livros). «Se um bebé chora porque lhe falta alguma coisa é errado tentar adiar ou colmatar a resolução do problema através da chupeta. Só servirá para fazer do bebé uma pessoa frustrada e derrotista», critica, provocando os pais que insistem no consolo de borracha: «Idealmente as chuchas deveriam ter em conta o interesse e o bem-estar dos bebés e não as conveniências dos pais. Se calhar quem deveria até ter uma chupeta eram os pais!»

CHUCHA OU DEDO, A ETERNA QUESTÃO

Apesar de não ser contra a chupeta, Berry Brazelton, guru da pediatria, prefere a solução «chuchar no dedo», por ser mais prática, tanto para os pais como para o bebé. «Alguns bebés precisam mesmo da chucha para sossegar. São crianças que não conseguem ou não gostam de chuchar no dedo. Mas isso seria preferível, já que o dedo está sempre a jeito! Muitos bebés necessitam de algo que os ajude a relaxar. Quando conseguem esse auto-conforto, tornam-se mais fáceis de criar», escreve n’«O Grande Livro da Criança» (Editorial Presença). Esta alternativa, segundo o pediatra, acaba também por facilitar a vida aos pais, já que não têm de estar sempre com a preocupação de colocar a chupeta na boca do bebé (principalmente durante a noite), uma vez que ele aprende a auto-consolar-se. «O polegar está sempre disponível», sublinha.

Opinião diferente tem Rosa Gouveia, presidente da secção de Pediatria do Desenvolvimento da Sociedade Portuguesa de Pediatria: «Quando os bebés não têm chupeta, chucham no dedo, o que é prejudicial para o desenvolvimento dos seus maxilares, levando a uma má oclusão dentária. Para além disso, é mais fácil usar a chucha só para dormir e, mais tarde, deixar a chucha, do que deixar o dedo».

Num ponto todos os especialistas parecem estar de acordo: bebés constantemente de chupeta na boca, à semelhança da Maggie Simpson, só devem mesmo existir em desenhos-animados. «As chuchas destinam-se aos períodos em que o bebé tem necessidade de chuchar e não para servir como “rolha” para abafar o barulho do choro. Portanto, quando o bebé está bem, calmo e tranquilo, não se deve dar a chupeta ou, se ele a tiver na boca dever-se-á retirá-la. A chupeta deve ser, realmente, o último recurso», afirma Mário Cordeiro.

Para Rosa Gouveia, a chupeta pode ser útil para o bebé «dormir e adquirir autonomia relativamente ao sono e em situações de irritabilidade». No entanto, a pediatra lembra que, «embora tenha vantagem para o bebé, pelo papel calmante de sucção, a chupeta não substitui o papel dos pais».

Mais crítica ainda, Elisabete Santos põe em causa a utilidade de algo que é «contra-natura» para o bebé. «Será mesmo que precisam da chucha?», questiona. E quando os pais lhe fazem a mesma pergunta, a resposta, em jeito de brincadeira, já está estudada: «Se os bebés precisassem mesmo de chucha, já nasciam com ela.» .

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Síndrome Mão Pé Boca

É causada por um vírus chamado Coxsackie e os primeiros sintomas são: febre baixa, diminuição do apetite e o aparecimento de bolhinhas na boca (branco-acizentadas com base avermelhada, não pruriginosas e não dolorosas) que rapidamente se transformam em feridas maiores do tipo úlcera e podem também aparecer nas mãos e nos pés.
Em alguns casos essas bolhinhas aparecem também nas nádegas.
Regridem espontanemante demorando cerca de uma semana.
Apesar de contagiosa, é uma doença benigna.
O tratamento inclui: Repouso, alimentação leve e boa ingestão de líquidos.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

A Saúde Oral



Uma boa saúde oral começa no início da vida das suas crianças. Antes do nascimento do primeiro dente, alguns factores podem afectar a sua aparência e a sua saúde de forma permanente. Existem alguns medicamentos que, se forem administrados às grávidas, às mães que amamentam ou às crianças, no período em que se estão a formar os dentes, podem causar a descoloração ou alterações na formação dos dentes.
A higiene oral começa logo após a erupção do primeiro dente do bebé. Deve ser executada pelo menos duas vezes por dia, sendo uma delas, obrigatoriamente, antes de deitar.
Quanto mais cedo se iniciar o hábito diário de higiene oral, melhores perspectivas há de evitar as doenças orais, por isso, crie junto da sua criança o hábito de higiene oral desde a erupção do primeiro dente.

O que são as cáries de biberão e como evitá-las?
São provocadas pela exposição frequente e demorada dos dentes a soluções (líquidas ou cremosas) que contêm açúcares ou seus derivados. Nestes incluem-se o leite, as papas e sumos de fruta. Assim, o hábito da criança andar durante muito tempo com a tetina do biberão na boca permite um contacto directo desses agentes sobre as superfícies dentárias,
Os líquidos açucarados permitem a adesão das bactérias às superfícies dentárias, depositam-se à volta dos dentes e aí permanecem durante longos períodos enquanto o bebé dorme, conduzindo à formação de cáries dentárias que têm o seu início nos dentes anteriores superiores e inferiores (incisivos e caninos).

Qual a importância dos dentes de leite?
Os dentes de leite têm tanta importância para o correcto desenvolvimento do bebé como qualquer outro órgão ou sistema. A principal função será permitir à criança a correcta mastigação dos alimentos. Mas outras funções estão-lhe associadas, nomeadamente o estímulo para o correcto crescimento da face e a manutenção do espaço necessário para o nascimento dos dentes definitivos ou permanentes.

O que fazer quando os dentes de leite começarem a erupcionar?
Os dentes começam a erupcionar por volta dos 6 meses e devem terminar o seu crescimento por volta dos 30 meses. Isto faz com que muitas crianças fiquem com as gengivas muito sensíveis, o que as torna irritadas. Pode ajudar, esfregando as gengivas com o dedo, uma dedeira especial para esse efeito ou um anel de borracha refrigerado. Também existem géis e produtos farmacêuticos para aliviar o desconforto provocado pela erupção dos dentes do bebé.
Se a sua criança tiver febre quando os dentes estiverem a erupcionar, pode ser um processo natural de reacção do organismo. Contudo, se a febre persistir, será melhor contactar o seu médico para ajudar a prevenir qualquer outro problema, pois é um período particularmente sensível na interacção do corpo do seu bebé com o meio ambiente.

Como cuidar dos dentes leite?
Ajudar as crianças a escovar os dentes duas vezes por dia, limitar os lanches entre as refeições (especialmente os que contêm alimentos e/ou bebidas açucaradas como bolachas, refrigerantes) e visitar o dentista regularmente.
Deve-se evitar que a criança ingira bebidas gaseificadas, pois estas provocam a erosão dos dentes. Se mesmo assim decidir que ela pode ingerir bebidas gaseificadas, use então “palhinhas” para evitar o contacto directo da bebida com as faces dentárias.

Qual é a melhor forma de escovar os dentes de leite?
No início, quando há poucos dentes erupcionados, pode utilizar-se uma gaze, dedeira específica para o efeito ou escova de dentes.
A escova de dentes deve ser macia e ter um tamanho adequado à boca do bebé. Deve utilizar-se uma pequeníssima quantidade de dentífrico, semelhante ao tamanho da unha do dedo mindinho do bebé. Ter em atenção para ensinar a criança a não engolir a pasta.
Direccione os filamentos da escova de encontro às faces dentárias e execute suaves movimentos de rotação. Repita isto em todas as faces dentárias.
No final pode escovar a língua da criança. Coloque a escova sobre a língua e escove suavemente de trás para a frente (desde a base para a ponta).


sexta-feira, 30 de abril de 2010

Recadinho para os papás da Sala dos Cenourinhas!


 


Vamos deixar as fraldas!! No mês de Maio vamos iniciar o uso do bacio com mais frequência!
Como esta etapa que se avizinha por vezes é complicada será muito importante a colaboração entre a escola e a família!! Portanto deixo-vos com algumas dicas retiradas de um livro!
Muito importante: se tiverem dúvidas, não hesitem em falar connosco!!

Largar as fraldas é uma aventura que, regra geral, demora algum tempo e requer uma boa dose de paciência e de bom senso por parte dos adultos. Até aos 18 meses as crianças fazem as suas necessidades de forma automática, ou seja é um reflexo fisiológico. Só a partir daqui é que as crianças se tornam capazes de reconhecer que têm vontade de fazer chichi ou cocó (uma vez que só por volta desta idade os músculos dos esfíncteres estão suficientemente desenvolvidos), de o manifestar e de controlar a sua saída. Claro que isto varia de criança para criança.
Mas atenção tenha sempre presente que largar as fraldas não se faz de um dia para o outro, pois não é uma tarefa fácil para a criança e que ela vai precisar de toda a ajuda e compreensão. A criança precisa aprender a estar atenta a uma sensação física, coisa que até aqui não necessitava de fazer. Terá que ter consciência de que a distracção lhe trará sensações desagradáveis como estar suja ou molhada. Vai necessitar de aprender a reter os cocós e os chichis o tempo suficiente até chegar à sanita/bacio e de saber o que fazer quando a vontade lhe “bate à porta”.
Aqui ficam algumas “dicas” para ajudar o/a seu/sua filho/a nesta fase tão importante da sua vida, que não é nada mais, nada menos que um passo para a conquista da sua autonomia!

Converse com a criança! – Antes de retirar a fralda à criança converse com ela explicando-lhe o que se vai passar. Convém que a criança tenha já noção do que é o chichi e o cocó, pois sem conhecer os conceitos e os objectos, não vai resultar. Mostre-lhe que a mamã e o papá também usam cuecas, pois as crianças adoram imitar os adultos e sentem-se mais crescidas se fizerem as coisas que os adultos fazem. Ofereça-lhe cuecas com motivos divertidos, que sejam escolhidas pela criança, de forma a conseguir motivar ainda mais a criança.

O tempo que passa na sanita/bacio! – Quando se inicia todo este processo, é fundamental criar uma rotina, uma vez que estas oferecem estabilidade e segurança às crianças. Escolha determinados momentos do dia para sentar a criança na sanita/bacio. Durante este tempo, deixe-a brincar com um brinquedo ou ver um livro para que não se aborreça. Mesmo que a criança não faça nada, não a deixe estar mais de 15 min sentada, pois queremos que este tempo seja divertido e não maçador. Esteja preparado/a para umas pinturas diferentes na sua casa de banho, pois as crianças adoram explorar tudo com as mãos e estes presentes não são excepção…

Faça uma festa! – E um dia, finalmente, no fundo da sanita está um presente! Não se acanhe, é uma proeza fantástica, festeje: bata palmas, cubra-a de beijos e diga-lhe como está contente por ter feito chichi ou cocó na sanita/bacio. Isso faz com que a criança se sinta valorizada e queira repetir a proeza. Mas não se iluda, pois poderão haver passos para trás e não ser definitivo.

Seja coerente! – Deixar as fraldas não é só trabalho para as crianças, mas também para os pais que deixam de estar sossegados imaginando os chichis e cocós religiosamente guardados dentro da fralda, para passarem a estar preocupados sobre o sitio e a hora a que estes se vão lembrar de fugir pelas pernas abaixo dos filhos… Se quer que o seu filho deixe a fralda de vez não vale fazer batota e colocar-lhe fralda quando lhe dá mais jeito. Se não como é que a criança vai perceber o que se está a passar se uma vez lhe pedimos que faça na sanita e outras lhe voltamos a colocar uma fralda? Se mesmo que lhe tenha posto fraldas para sair ou porque a criança vai dormir e está de fralda, ela lhe pedir para fazer chichi ou cocó, não caia no erro de lhe dizer para fazer na fralda, apesar de mais cómodo, pois a criança não vai perceber porque tem de usar a sanita quando tem autorização para fazer na fralda. A nossa coerência só faz com que eles aprendam.

Porque os acidentes acontecem! – Durante o processo de controlo dos esfíncteres é quase certo que irão acontecer “acidentes”, ou seja, vários chichis e cocós vão fugir do controlo das crianças e estatelar-se na bonita carpete da sala, no chão da cozinha, no tapete do quarto, etc. Por isso nunca se esqueça que a criança está em fase de aprendizagem e que o que ela está a tentar conseguir não é tarefa fácil. Não sucumba à tentação de ralhar, punir ou humilhar a criança, porque isso só vai fazer com que ela se sinta desvalorizada ou incapaz.

Em harmonia com a escola! – Para que tudo corra da melhor forma, é ideal começar este processo em ambos os lados (escola e casa) de modo a que a criança sinta uma certa harmonia e perceba porque é que vai à sanita/bacio.

(Dicas retiradas do livro Matilde - Vasco, este é o bacio!!!)

quarta-feira, 28 de abril de 2010

É só uma gastroentrite!


O Sr. Dr. disse que estou com uma gastroenterite, que é uma doença muito comum nas crianças pequeninas como eu e que, na maior parte das vezes, é provocada por um vírus.

Queridos mamã e papá

Escrevo esta carta porque não quero que estejam tão preocupados com a minha saúde.
É certo que desde ontem que estou doentinho, vomitei várias vezes, o meu cocó é líquido e frequente, tenho dores de barriga, sinto-me um pouco enjoado e, por isso, não me apetece comer.
Por não me verem com aquela energia a que estão habituados, por só me apetecer estar na caminha e porque, eu sei, gostam muito de mim, estão com medo que seja alguma coisa de grave, pelo que fui hoje com vocês ao Sr. Dr.
O Sr. Dr. disse que estou com uma gastroenterite, que é uma doença muito comum nas crianças pequeninas como eu e que, na maior parte das vezes, é provocada por um vírus. Como sabem, não há um tratamento específico. Por isso, não devo tomar antibióticos, nem tomar medicamentos para a diarreia e para os vómitos, porque é através destes sintomas que o meu corpinho se defende do micróbio que me fez ficar doente.
É natural que ainda me sinta doentinho por mais alguns dias, por vezes até uma semana, mas mesmo que coma pouquinho e perca algum peso, não se aflijam. O que é importante é que eu nesta primeira fase beba. E lembram-se o que o Sr. Dr. disse? Há uma aguinha muito boa (solução de rehidratação) que posso beber e que me compensa a água e os 'sais minerais' que eu perco ao vomitar e com a diarreia. Quando vomitar, basta que eu fique meia hora quietinho, sem beber nem comer, e depois beba esta solução aos pouquinhos, mais ou menos uma colher de chá de 5 em 5 minutos durante mais meia hora. Depois posso beber à vontade e começar a comer em pouca quantidade e várias vezes ao dia. Podem fazer-me uma papa de arroz, dar-me frutinha (pêra ou maçã cozidas ou cruas e banana) e pão ou bolachas de água e sal. A sopa deve incluir arroz, batata e/ou massa, cenoura e frango, coelho ou peru. Devo evitar as gorduras, pelo que a canja de galinha não será o mais indicado. Posso também continuar a mamar o teu leitinho, mamã, ou beber um leite adequado à minha idade.
Claro está que se eu continuar a vomitar ou com vários episódios de diarreia em muita quantidade e por muitos dias, com febre muito alta e cada vez mais doentinho, têm de me levar de novo ao Sr. Dr.
Enquanto eu estiver com estes sintomas não devo ir ao infantário e devem, papás, lavar muito bem as mãos depois de me mudar a fraldinha, porque posso contagiar as pessoas que estão à minha volta e eu não quero ver quem eu tanto gosto também doentinho.
Muito obrigado, papás, por tratarem tão bem de mim e não entrem em pânico porque ao ver-vos ansiosos também fico muito nervoso e mais doentinho ainda...

Uma criança

Dária Rezende, interna complementar de Pediatria - Serviço de pediatria do Hospital de Braga, publicado em www.educare.pt, a 2009-01-07

domingo, 24 de janeiro de 2010

Masturbação na Infância

«A masturbação é, nesta e noutras idades, um comportamento normal, devendo ser encarado como tal. Só na nossa cabeça poluída de adultos é que a masturbação infantil é encarada como algo de perverso e lascivo.
"Temos uma filha com 5 anos, que anda no jardim-de-infância. Gostaríamos de ter a sua opinião sobre a forma como devemos lidar com a situação que a seguir descrevemos. Verificámos que com cerca de 3 anos ela começou a masturbar-se em casa quando estava a ver televisão, quando estava sozinha na sala ou quando se ia deitar à noite. O mesmo acontecia no jardim-de-infância, quando era deixada sem nenhuma actividade que a ocupasse. Tomámos algumas medidas, como deixá-la ver desenhos animados apenas na televisão da cozinha, ficar na cama com ela até adormecer e explicar-lhe que não o deveria fazer à frente de outras pessoas. Há poucas semanas, a educadora de infância disse-nos que tinha reparado que na "hora da manta", quando as crianças estão sentadas ou deitadas a ver histórias, a nossa filha se masturbava, sem que os colegas se apercebessem. Gostaríamos de ser devidamente aconselhados relativamente a esta situação."
Com o passado negro que tem a masturbação e com todos os preconceitos e mitos que ainda giram à volta desta questão, não é de surpreender que continue a causar receio e perplexidade. Ainda hoje, a masturbação é considerada, à luz de algumas religiões, moralmente reprovável e há quem considere (erradamente) que pode estar na origem de impotências sexuais, em ambos os sexos. O facto de se ter negado a sexualidade infantil durante muito tempo dificulta ainda mais a aceitação deste acto como algo que se enquadra na normalidade.Por muito que nos custe a acreditar, as crianças realmente masturbam-se, fazendo-o sobretudo a partir dos 3 anos de idade. Este comportamento ocorre porque a exploração dos órgãos sexuais lhes dá prazer. A masturbação é, nesta e noutras idades, um comportamento normal, devendo ser encarado como tal. Só na nossa cabeça poluída de adultos é que a masturbação infantil é encarada como algo de perverso e lascivo. A grande questão que se coloca relativamente à masturbação é o facto de se tratar de um comportamento que requer intimidade e privacidade, devendo esta mensagem ser passada à criança. Curiosamente, a menina de que falei na introdução deste artigo assimilou a mensagem da privacidade, pois, se aos três se exponha ao olhar dos outros, aos cinco masturba-se "sem que os colegas se apercebessem". Depois de tudo o que foi dito, escusado será dizer que um comportamento repressivo é de todo desnecessário e desaconselhável. Quanto menos importância for dada a este assunto, mais rapidamente passará esta etapa.De forma a reforçar tudo o que já foi referido, resta-me acrescentar que, no livro Educação Sexual na Escola, do conhecido sexólogo Júlio Machado Vaz, é defendida a referência à masturbação no programa de educação sexual em idade pré-escolar (0-6 anos). Nesta faixa etária, ao nível dos conteúdos específicos/objectivos específicos é importante, segundo o autor, "aprender a realizar a masturbação, se existir, na privacidade".Resta acrescentar que, se a criança começar a masturbar-se de uma forma claramente obsessiva em qualquer lugar, e não houver redução deste comportamento à medida que o tempo for passando, então poderá ser necessário recorrer à ajuda de um psicólogo.»
Publicado por Adriana Campos (Licenciada em Psicologia e Mestre em Psicologia Escolar), a 23-12-2009, no site www.educare.pt

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Varicela

A Varicela é uma doença de infância muito vulgar, que todos os anos afecta muitas crianças em Portugal, especialmente durante o Inverno e a Primavera. É causada pelo vírus varicela-zoster, um membro da família do vírus herpes. A varicela é uma doença frequente e se não for tratada atempadamente pode ter consequências graves.

Quais são os sintomas da Varicela?
Na sua forma mais frequente a varicela começa com o aparecimento da erupção ou exantema em simultâneo com sintomas gerais e inespecíficos, como febre, dores de cabeça, mal estar e falta de apetite.

Qual é a idade mais habitual de aparecimento da Varicela?
A varicela faz parte de um grupo de doenças chamadas «doenças da infância» pois atinge preferencialmente as crianças, com maior incidência entre os dois e os oito anos.

A Varicela é uma doença contagiosa?
A varicela é uma doença muito contagiosa, embora a sua transmissão dependa quase sempre do contacto directo com a pessoa infectada, pois o vírus é muito sensível à lavagem das mãos de quem trata do doente e ao arejamento dos locais onde este permanece. A transmissão pelo ar (através das gotículas de saliva), é teoricamente possível mas muito rara.